Dois meses depois na morte trágica da minha sogra, ainda não conseguimos voltar à terra dela. Local onde viveu seus últimos dias, onde passou os seus últimos momentos e onde seu corpo foi sepultado.
Ainda dói muito, foi tudo tão repentino não deu tempo para nos despedirmos nem para lhe dizer que ia ser avó de novo. Vamos recordar sempre o último telefonema, em alta voz falava com o neto e mandava beijos a todos e dizia, manda também à mamã, estás a ouvir, manda um beijo à mamã… foi a última vez que ouvimos a sua voz. Dois dias depois era assassinada pelo marido de quem se pretendia divorciar ao fim 30 anos, a conviver com alcoolismo e maus tratos.
Por vezes parece ainda que é mentira, que vamos acordar e ela está lá… sempre alegre, costumávamos dizer que ela tinha uma alegria suficiente para ela e para os que estavam à sua volta. É assim que a queremos recordar, sempre alegre, sempre a sorrir, com quase 50 anos era jovem de aparência e de espírito.
Adorava o neto e o neto adorava-a. Dissemos que a avó estava a viajar… não conseguimos dizer que já partiu, vamos dar tempo… até a nós próprios para conseguirmos fazer esta afirmação.
terça-feira, 12 de Maio de 2009
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1 comentários:
:( ai pá...até fiquei agoniada...que tristeza tão grande.
os meus sentimentos...
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